InterNexo Ltda.
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Pelo Ponto de Troca de Tráfego (PTT) de São Paulo passa a maior parte das comunicações da Internet no Brasil. Nele estão os principais provedores de conteúdo, como Google e Youtube, grandes datacenters, jornais, além das grandes operadoras e provedores de trânsito. Agora a InterNexo também participa do PTT de São Paulo, o que significa que nossos clientes estarão muito mais perto dos conteúdos e de outras redes, com maior velocidade e disponibilidade.
O nome "ponto" não é muito adequado porque o PTT na verdade é distribuído por vários pontos de interconexão (PIX) ligados entre si por uma rede de fibras ópticas de altíssima velocidade. Nós estamos ligados ao PIX da Algar Telecom, antiga CTBC.
Em breve entrará em funcionamento o PTT de São José dos Campos, que deve concentrar a troca local de tráfego das redes do Vale, entre elas INPE, CTA, UNESP/SJC, UNIVAP, prefeituras, etc. Já estamos nos preparando para participar dele também.
Para saber mais sobre o projeto PTT/Metro, consulte www.ptt.br.
Há dois dias substituímos os equipamentos que realizam a conexão da rede a Internexo com a Algar Telecom (antiga CTBC). Os novos equipamentos nos permitirão aumentar a banda disponível, bem como aceder diretamente ao ponto de troca de tráfego de São Paulo. Para nossos usuários isso significa melhor desempenho e velocidade.
Naturalmente para que os equipamentos fossem substituídos foi necessário parar o enlace, no entanto nossos usuários nem perceberam essa interrupção porque todo o tráfego foi desviado automaticamente para a rede da Telefônica, que também nos provê trânsito.
Após a substituição dos equipamentos foram feitos testes para certificar seu funcionamento correto e em seguida o enlace com a Algar Telecom foi reestabelecido. Quase imediatamente o tráfego passou a ser balanceado entre os dois provedores de trânsito.
A Internexo participou da última reunião dos grupos de trabalho de Engenharia e Operação de Redes e de Segurança em Redes do Comitê Gestor da Internet no Brasil que ocorreu no campus da UNISINOS em São Leopoldo, próximo a Porto Alegre, Rio Grande do Sul, entre os dias 25 e 27 de novembro último. Na ocasião apresentamos um breve relato de um experimento que conduzimos sobre spam, com o propósito de melhorar as técnicas de combate a essa praga digital.
As reuniões foram precedidas de um dia de tutoriais para treinamento de pessoal de operação de redes e de segurança. Destaque para o tutorial sobre o protocolo de roteamento dinâmico BGP-4 por Ana Lúcia de Faria, da Cisco. A Internexo troca informação de roteamento com seus fornecedores de trânsito por meio desse protocolo.
O campus da UNISINOS (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) é mantida pelos Jesuítas, é uma das maiores universidades privadas do Brasil e no campus de São Leopoldo os prédios ficam em meio a uma belíssima área verde.
O acesso à Internet lá é provido pela Rede Tchê, a rede acadêmica gaúcha, que nos permitiu estar on-line durante todo o tempo da reunião.
E, claro, aproveitamos para experimentar o churrasco da terra!
A despeito de todo o avanço recente em métodos de autenticação tais como biometria e certificados criptográficos, as boa e velha senha ainda é o método mais utilizado em um grande número de aplicações. Para enviar um email, por exemplo, o servidor pode pedir uma senha. Para aceder a uma caixa postal remota e baixar as mensagens recebidas, também é necessário fornecer uma senha. A segurança dos sistemas cujo acesso é autorizado pela autenticação de uma senha é tão mais forte quanto mais fortes forem as senhas usadas.
Uma senha forte é a que resiste a sua adivinhação por um atacante, mas quem são os atacantes, quem quer obter senhas e por que? Infelizmente são muitos e são bastante espertos. De posse de senhas os bandidos podem
O principal tipo de ataque contra senhas é o chamado ataque de dicionário em que o ladrão de senhas tenta o acesso ao serviço com um repertório de senhas conhecidas, o dicionário, e suas variações. Normalmente a primeira tentativa é justamente o próprio nome do usuário. Com a disponibilidade de serviços de Internet em banda larga e computadores poderosos a preço de banana, ataques assim geralmente conseguem quebrar uma pequena fração das senhas tentadas, mas essa pequena fração é suficiente para fazer muito estrago.
Um exemplo real das consequências do comprometimento de senhas ocorreu em uma empresa onde um funcionário ao enviar um email para um fornecedor teve o dissabor de ver sua mensagem recusada porque o endereço IP do servidor de email da empresa se encontrava em uma lista negra. O caso foi levado ao executivo de TI, que, em primeiro lugar estranhou o caso, porque nas políticas de segurança da empresa são tomadas todas as medidas para evitar que qualquer máquina da rede corporativa envie spam clandestinamente. Investigando melhor e contatando o gerente da lista negra em questão ele descobriu que a mensagem que causou a listagem era autenticada, isto é, ela parecia ter sido enviada por um usuário legítimo da empresa, com uso de nome e senha. Mais um passo na investigação descobriu-se que a senha desse usuário era igual ao seu nome, e que devia ter sido quebrada por um dos vários bots, programas clandestinos, que rodam pelos computadores pessoais sem que seus donos percebam. Na verdade os spams também foram enviados por bots, de várias partes do mundo, mas sempre usando o nome e senha do usuário descuidado. Correntes sempre quebram no elo mais fraco e, neste caso, o elo mais fraco era uma senha fraquíssima.
Então, mesmo que a aplicação protegida pela senha não seja o detonador do fim do mundo, seu abuso pode ter consequências catastróficas para a empresa e para o usuário.
O problema de fazer com que os usuários tenham senhas fortes é mais complicado do que parece à primeira vista. Uma boa senha, além de ser forte em relação aos ataques de dicionário, deve ser facilmente lembrável pelo dono e dificilmente adivinhável pelos outros.
Há quem recomende a troca periódica de senhas, com base no fato de que quanto mais velha, mais exposta a senha esteve às tentativas de quebra, porém, trocar as senhas frequentemente leva a senhas sem sentido, difíceis de memorizar, e as pessoas as acabarão guardando em arquivos ou escrevendo em post-it colado ao lado da tela do computador. Eu não recomendo a troca periódica de senhas, mas o uso de senhas naturalmente fortes.
Como criar senhas fortes? Em primeiro lugar, vejamos o que não fazer:
Fica difícil assim escolher alguma coisa que seja fácil de lembrar, mas difícil de um outro adivinhar. Uma idéia é usar uma frase e formar a senha com a primeira (ou segunda, ou selecionada com algum critério) letra de cada palavra, por exemplo, para a frase Batatinha quando nasce esparrama pelo chão, a senha seria Bqbepc que é considerada forte por vários programas quebradores.
Na mesma linha, o acróstico de um poema pode servir muito bem. Por exemplo, eis uma estrofe de uma canção bem conhecida de Janis Joplin:
O, Lord, won't you buy me a Mercedes Benz. My friends all drive Porsches, I must make amends. Worked hard all my lifetime, no help from my friends, so, Lord won't you buy me a Mercedes Benzcujo primeiro acróstico é OaMIWnsa, que é uma senha e tanto!
Outra receita para construir uma senha forte e lembrável é partir de uma palavra que tem sentido para o usuário mas para quase mais ninguém, como era o caso de rosebud para o Cidadão Kane (a propósito, hoje em dia essa é uma palavra de dicionário e não pode mais ser usada). O nome do monstro que morava debaixo da cama pode servir bem, se não for uma palavra de dicionário.
Uma dúvida de todo usuário de acesso à Internet em banda larga é se a banda que ele contratou corresponde à realidade. Há vários sítios que possuam "velocímetros", mas suas estimativas de velocidade não são confiáveis porque a velocidade fim-a-fim depende de fatores que estão completamente fora do controle do provedor, portanto dos termos de contrato. Para resolver, pelo menos em parte, este problema, o Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações do Comitê Gestor de Internet no Brasil criou um velocímetro que mede a velocidade do cliente até os pontos de troca de tráfego, de modo que suas estimativas de desempenho são muito semelhantes ao desempenho real com os grandes provedores de conteúdo como o Google, Yahoo, grandes jornais, etc., pois eles participam dos pontos de troca de tráfego.
Para ter acesso ao velocímetro do CEPTRO, vá até http://ceptro.br/Simet. Lá você encontrará as instruções para usar o dispositivo e interpretar seus resultados.
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